Raul Gazolla diz que série sobre assassinato de Daniella Perez foi “pena de morte” para Guilherme de Pádua

Raul Gazolla comenta o impacto do documentário da HBO Max na vida do assassino de Daniella Perez, morto em 2022 após um infarto

Raul Gazolla - Foto: Reprodução / YouTube
Raul Gazolla – Foto: Reprodução / YouTube

Raul Gazolla fez declarações contundentes sobre a morte de Guilherme de Pádua, afirmando que o documentário da HBO Max sobre o assassinato de Daniella Perez foi uma “pena de morte” para o executor do crime. Gazolla, que viveu o drama pessoalmente, compartilhou sua visão sobre como a repercussão do documentário afetou a vida de Pádua.

“O documentário foi uma lavada de alma da Gloria [Perez], minha e de todas as pessoas que participaram da produção e que viveram aquela época. Vou te dizer que o assassino foi condenado à pena de morte porque esse documentário levou muita pressão a ele”, afirmou Gazolla em entrevista no programa ‘Encontro’ (Globo).

O crime ocorreu em 28 de dezembro de 1992, quando Daniella Perez foi assassinada a punhaladas por Guilherme de Pádua e sua então esposa, Paula Thomaz. Ambos foram condenados, mas foram liberados condicionalmente após cumprir apenas sete anos de prisão. Guilherme de Pádua faleceu aos 53 anos em novembro de 2022.

Guilherme de Pádua vivia “como se fosse um rei”, diz Raul Gazolla

Raul Gazolla e Guilherme de Pádua - Foto: Reprodução / Instagram
Raul Gazolla e Guilherme de Pádua – Foto: Reprodução / Instagram

Gazolla revelou que Pádua, após o crime, vivia como pastor, mas a exposição gerada pelo documentário o colocou de volta aos holofotes. “Ele ficou 30 anos sendo pastor de uma igreja em Minas Gerais, vivendo como se fosse um rei. Quando o pessoal viu o documentário, começaram a perguntar: ‘Escuta, você matou uma menina com 18 facadas?'”, disse Gazolla.

O ator rejeitou as críticas de Pádua ao documentário, explicando que o filme se baseou nas informações reais apresentadas durante o julgamento, desmascarando versões anteriormente fornecidas pelo assassino. “Ele foi para a imprensa reclamar que ninguém perguntou nada a ele. Claro, porque todas as versões que ele deu foram mentirosas. A única versão real e provada foi colocada no documentário, que se baseou no julgamento”, disse.