Greve dos roteiristas de Hollywood começa hoje; paralisação de sindicato é a primeira desde 2007

Os roteiristas de Hollywood entraram em greve nesta terça (02/05), o que não acontecia desde 2007 -- que gerou uma crise sem precedentes na indústria.

A WGA, sindicato dos roteiristas de Hollywood, entrou em greve - Foto: Reprodução / WGA
A WGA, sindicato dos roteiristas de Hollywood, entrou em greve – Foto: Reprodução / WGA

Os roteiristas de Hollywood entraram em greve, nesta terça-feira (02/05). A paralisação convocada pelo Writers Guild of America (WGA) após várias semanas de tentativas frustradas de negociação com os estúdios e plataformas responsáveis pela contratação dos talentos.

Ontem (01/05), o sindicato já havia sinalizado que a paralisação ia acontecer. “As negociações entre o AMPTP (Alliance of Motion Picture and Television Producers) e o WGA foram concluídas sem acordo hoje“, disse o WGA em comunicado publicado durante a noite.

Os roteiristas de Hollywood vem tentando negociar algumas demandas com as plataformas e estúdios, como o reajuste das remunerações acima da inflação e a encomenda por séries de TV com temporadas mais curtas. No entanto, a principal reclamação da categoria é a falta de pagamento por ganhos residuais, além da solicitação de regulamentação do uso de inteligência artificial nas produções.

O que os roteiristas de Hollywood querem?

Nesse sentido, os roteiristas de Hollywood pedem uma legislação que impeça o uso de inteligência artificial para escrever roteiros ou fazer adaptações de obras para produções de cinema e televisão. A AMPTP, por outro lado, solicita reuniões anuais para discutir o avanço da tecnologia e como usá-la no desenvolvimento de novos projetos.

Sobre a questão dos ganhos residuais, os roteiristas de Hollywood pedem que esse pagamento — feito quando alguma produção é reprisada na televisão ou retransmitida em alguma mídia de TV a cabo, ou streaming — seja feito também a eles, já que esses valores (conhecidos como sindication) são normalmente pagos a outros talentos e não a eles, principalmente em reprises no streaming, que costumam pagar um valor fixo.