Christian Bale explica a voz profunda de seu Batman

O ator camaleônico explicou que o artifício da voz foi totalmente despretensioso, fora que deu um tom mais sério a personificação do vingador da noite

Nos filmes do inovador Christopher Nolan, assim que se torna Batman, o patrulheiro de Gotham, o playboy Bruce Wayne tem um tom mais sério. Christian Bale explicou a origem dessa distorção de voz.

Em 2013, enquanto participava da promoção de “Tudo por Justiça”, de Scott Cooper, Bale foi questionado sobre a voz de seu personagem. O ator camaleônico explicou que o artifício da voz foi totalmente despretensioso, fora que deu um tom mais sério a personificação do vingador da noite. Segundo Bale, o tornou propositalmente mais sério para se sentir mais confortável em sua fantasia.

“Quando me encontrei na audição, me pediram para vestir a fantasia de Val Kilmer. Não encaixou muito bem e, quando me levantei para fazer o teste, disse a eles: ‘Me sinto um idiota. Que tipo de cara anda por aí disfarçado de morcego? Em ‘Oi, tudo bem? Não se importe que eu esteja vestido como um morcego’. Eu sei que o personagem exige isso, a gente entende quando conhece a história dele. Mas eu não conseguia me ver tocando com uma voz normal. Tive que entrar no modo ‘burro’ para me convencer disso”, explicou Bale.

Bale continuou: 

“Quando cheguei em casa, minha esposa me perguntou como foi. Repassei a cena para ela e ela me disse: ‘Você perdeu aquela audição, hein?’. Graças a Deus a produção gostou do resultado. Mas não é para todos.

Na época, ele até deu um conselho a seu sucessor [Ben Affleck]:

 “Ben [Affleck] terá que fazer seu próprio estilo, mas para mim foi a única maneira que encontrei de possuir e justificar o traje. Caso contrário, ele era apenas um cara desarrumado”.

Por fim, convém uma citação: “a voz do ator deve ser desenvolvida para atender às necessidades impostas pelos diferentes estilos interpretativos e propostas cênicas (GAUBERFAIN, 2005). Ou seja, Bale é f@d# (rs). 

Nota: GAUBERFAIN. J. C. Voz em Cena. Rio de Janeiro: Revinter, 2004. 123 p.

Vanderlei Tenório
Jornalista, colunista/comentarista de cinema, correspondente freelance de veículos portugueses, pesquisador (Geografia Popular - IGDEMA/UFAL), bacharelando em Geografia (IGDEMA/UFAL) e editor/criador do Cinema e Geografia (CINEGEO). 6 vezes nomeado ao Prêmio Ibest.